terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sobre a Nenê e Sr. Nenê


Um dos momentos mais emocionantes que tive em minha curta, porém agitada, vida no samba, foi o de presenciar este entidade chamada Alberto Alves da Silva à frente de seu pavilhão durante o desfile de 2008.

A ocasião não trouxe melhor sorte a Nenê de Vila Matilde, é bem verdade. Comemorando seus 60 anos de existência, mesmo com toda raça e disposição de sempre de seus componentes, desceu ao grupo de acesso do carnaval de Sampa.

O carro abre alas era uma Águia simples e muito humilde em contraste as alegorias de outras escolas, mas logo atrás ao carro "exordial" vinha seu Nenê, um sorridente Rei em seu trono azul.

Cris, minha irmã nipônica (grande responsável por minha entrada neste viciante mundo sambístico e que já defendeu o pavilhão da Nenê corajosamente no setor de agogôs da nervosa bateria) chorava feito criança ao ver o cenário que decretaria o rebaixamento de sua amada agremiação.

Acompanhamos a Escola por toda a avenida e pude observar por todo o percurso Seu Nenê e seu sorriso incessante.

Pareceu-me que nada, campeonato, rebaixamento, falta de recursos, pressões externas e outros espectros que assombram os patronos e dirigentes das Escolas de Samba, importava-o mais do estar simplesmente ali junto de sua querida Nenê.

No carnaval de 2010 a Nenê voltou ao grupo especial se sagrando campeã do grupo de acesso.

O Cacique foi recebido na madrugada de segunda feira pelo eterno Mestre Lagrila no Olimpo Celeste do Samba.

Todo respeito e sentimentos à sua família e a comunidade da Vila Matilde.

" No carnaval se não lutar e não fizer bem feito não fica nada para o futuro." Sr. Nenê.

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